O aparelho ortodôntico é a uma importante ferramenta para auxiliar na conquista do melhor sorriso possível e no combate a vários tipos de doenças bucais e ligadas a própria voz, como a má locução e complicações na mastigação e trato intestinal.

Normalmente, são justamente esses problemas tão característicos de cada situação que determinam a duração de um tratamento ortodôntico, o que pode variar e demorar de algumas semanas até alguns anos e vai de acordo com vários fatores, como a necessidade de extrações, a gravidade de oclusões, quantidade óssea em volta das raízes, doenças como anquilose, se tem ou não implantes já instalados e, até mesmo, a própria técnica ortodôntica utilizada pelo profissional. Contudo, o principal fator não é o aparelho, mas sim o planejamento ortodôntico do profissional.

 

O que influencia na duração do tratamento ortodôntico?

Para o diagnóstico adequado, é fundamental uma completa avaliação do paciente por um dentista na área. As condições preexistentes como doenças, má formação e quadros de saúde mais complexos podem influenciar na duração do tratamento ortodôntico.

Alguns dos principais pontos e quais motivos influenciam tanto no tratamento:

Complexidade do caso: cada caso exige uma técnica e tempo de tratamento diferente, influenciado por vários fatores, que será indicado pelo dentista;

Competência do dentista: quanto mais conhecimento específico para aquela técnica o dentista tiver, melhor e mais preciso será seu planejamento. A proposta de valor de tempo de tratamento ideal só acontece se o profissional se atualizou e já tem experiência clínica para lidar com os melhores tipos de aparelhos ortodônticos.

Colaboração do paciente: é necessário que, durante o tratamento, o paciente siga as recomendações do dentista, como os cuidados com a alimentação e a higiene bucal;

Técnica utilizada: o tipo de aparelho interfere na duração do tratamento. Isoladamente, qualquer aparelho, tais como os auto ligados não são mais rápidos que os tradicionais, porém, se o dentista conhece o que deve ser feito de forma específica, o sistema de aparelhos removíveis pode, em média, ser 5 meses mais rápido do que os fixos.

 

Existem formas de acelerar o tratamento?

Com a tecnologia cada vez mais avançada, existem muitos estudos e técnicas que, se usadas adequadamente pelo dentista, diminui, em média, a duração do tratamento ortodôntico. Todas elas têm o objetivo de atuar na movimentação dentária, maximizando a biologia do osso alveolar. Entre tais técnicas estão a Microosteo Perfuração, mas outras técnicas ainda não foram liberadas pela ANVISA e, por enquanto, não podem ser usadas no Brasil.

Contudo, é importante lembrar que só vai ter um ganho se o dentista souber o que deve ser feito no planejamento, na biomecânica e na orientação ao paciente especificamente para conseguir ganhos de tempo de tratamento, isto é, isoladamente, só “passar a trocar os alinhadores a cada 3 dias” ao invés de acelerar o tratamento vai é causar desadaptação dos alinhadores e não alcançar o que foi planejado. O foco deve estar no dentista de confiança.

 

Qual o momento ideal para usar a aparelho ortodôntico?

Em média, a idade ideal para o início do aparelho é entre os 10 e 12 anos. O motivo dessa indicação é que nessa fase a arcada dentária, e outras estruturas ósseas, estão se moldando de forma definitiva e já temos os dentes permanentes irrompidos. Isso significa que o pico de crescimento puberal pode ser usado em favor do planejamento ortodôntico/ortopédico.

É nessa idade também que o paciente já tem uma noção maior da importância da higiene bucal para o sucesso do tratamento, o que diminui as complicações causadas pela incorreta escovação dos dentes, falta de uso do fio dental, entre outros fatores. Contudo, pacientes de qualquer idade podem usar aparelhos ortodônticos, acompanhados de profissionais de confiança.

Óbvio que há problemas que precisam da intervenção precoce tais como mordida aberta, mordida cruzada, perdas precoces entre outros, mas, jamais o paciente deve usar aparelho “cedo demais” pois, a maioria dos problemas é melhor tratada após o “nascimento” dos dentes permanentes.

Não existe “prevenção” de cirurgia ortognática, nem de biprotrusão e nem de extrações de pré-molares e isso já está muito bem documentado na literatura de mais alto grau de credibilidade.

Planejamentos feitos de forma errada, por profissionais não capacitados, além de aumentar a duração do tratamento ortodôntico, pode causar danos e sequelas irreparáveis, como a reabsorção de raízes dentárias e perdas ósseas. Por isso, antes de se consultar com qualquer dentista, procure indicações e informações sobre o mesmo no Conselho Regional de Odontologia da sua região.